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 Poços de Caldas - MG, Quinta-Feira, 29 de Julho de 2010  
 
seta Lubrificação


Quando se deve trocar o óleo do veículo?

Existem diferentes tipos óleo lubrificante. No manual do proprietário do veículo constam as especificações para cada modelo de motor e deve ser seguido a orientação do fabricante com relação ao tipo de lubrificante a ser utilizado.
Os óleos lubrificantes são divididos em:

  • Óleo mineral – 20W40 – troca a cada 3000 KM;
  • Óleo mineral – 20W50 – troca a cada 5000 KM;
  • Óleo Base Sintética – 15W50 – troca a cada 7000 KM;
  • Óleo Sintético – 15W50 – troca a cada 10000 KM.

O filtro deve ser trocado a cada troca de óleo?

O filtro pode ser substituído a cada 10000 KM.

Porque deve-se atentar a substituição do filtro de óleo?

Durante o processo de lubrificação o óleo acaba carregando impurezas geradas pelo atrito das partes do motor. Estas impurezas são na maior parte das vezes partículas de aço que podem danificar as superfícies por onde o óleo está agindo. Como os filtros utilizam uma matéria textil porosa, eles retém as partículas que por ventura estejam em suspensão no lubrificante.

Para que serve o óleo de motor?

A função principal do óleo de motor é lubrificar as partes de atrito do motor e também resfria-lo.

Quais são as principais finalidades do Óleo Lubrificante?

  • Diminuir o atrito entre as peças metálicas (redução do desgaste);
  • Absorver o calor gerado durante o seu funcionamento (refrigeração);
  • Limpar o motor e manter limpas as superfícies internas dos compartimentos;
  • Proteger contra corrosão;
  • Auxiliar os anéis de segmentos na vedação do pistão com a câmera de compressão, garantindo melhor compressão e evitando contaminações por combustível e queima de óleo.

Como é formulado o Óleo?

O óleo lubrificante deve ser formulado com uma viscosidade adequada, contendo uma base, mineral ou sintética, de alta qualidade e de aditivos que confiram o nível de desempenho desejado para cada aplicação.

Quais são os Componentes Químicos De Óleos Lubrificantes?


São os aditivos, que são compostos químicos orgânicos ou inorgânicos, e quando misturados aos produtos básicos da composição do óleo, reforçam e/ou acrescentam determinadas características.
Ou ainda, eliminam propriedades indesejáveis dos mesmos. São vários os tipos de aditivos adicionados aos lubrificantes, sendo também variável suas proporções.

Quais as diferenças entre Óleos Sintéticos E Óleos Minerais?


Os óleos minerais são extraídos da natureza e beneficiados. Os sintéticos, como o próprio nome diz, são fabricados em plantas químicas, permitindo que possamos projetar características específicas mais adequadas (ex.: resistência a oxidação/envelhecimento, poder lubrificante, etc.). Hoje em dia, não há tipos de veículos em que não se possam utilizar os dois tipos de óleos, porém as montadoras estão avaliando as diferenças entre os óleos sintéticos e minerais, seus impactos, e benefícios que possam trazer em termos de maior proteção/extensão da quilometragem de troca.

Diferenças entre Óleos para motores a Álcool, Diesel e Gasolina


Antigamente eram feitos óleos específicos para motores a álcool, não são mais feitos já que sua estrutura é similar a de motores a gasolina. A diferença entre motores a gasolina/álcool e motores a diesel é que a queima nos motores a diesel é chamada de queima suja, devido ao teor de enxofre contido no óleo diesel. Os óleos para estes motores devem ter um nível maior de detergência (para melhor limpeza do produto de carbonização do óleo com o combustível), além de um reforço na reserva alcalina, já que o enxofre contido no óleo diesel tem tendência a formar ácidos, que podem vir a corroer o motor se houver uma reserva alcalina para neutraliza-lo.

Classificação dos Óleos

Estas características de viscosidade e desempenho são classificadas pela SAE e API, respectivamente.
SAE quer dizer Society of Automotive Engineer – Sociedade dos Engenheiros Automotivos. Essa sociedade norte americana criou uma classificação de viscosidade, característica que varia com a temperatura. Essa classificação divide os óleos lubrificantes em dois grandes grupos:

1. Os óleos de “inverno”, cuja viscosidade é medida a baixas temperaturas. Esses
lubrificantes podem ser enquadrados em uma destas tabelas. A letra W, de Winter
(inverno em inglês) identifica quem faz parte deste grupo.

2. Os óleos de “verão”, tem sua viscosidade medida a alta temperatura (100° C). Não possuem a letra W.
Nos dois grupos, quanto maior é o grau mais viscoso é o óleo. Assim, um óleo SAE 40 é mais viscoso que um SAE 30, um SAE 20W é mais viscoso que um SAE 10W. Esta classificação permite identificar:

  • Óleos que possibilitem uma fácil e rápida movimentação, tanto do mecanismo, quanto do próprio óleo, mesmo em condições de frio rigoroso (óleos de inverno);
  • Óleos que trabalhem em altas temperaturas, sem prejudicar a lubrificação (óleos de
    verão), pois quanto mais quente está o óleo menos viscoso ele se apresenta.

Existem óleos que atendem a essas duas exigências ao mesmo tempo. São os multiviscosos, cujo código SAE reúne graus de óleos de inverno e de verão. Por exemplo: um óleo SAE 20W/50 mantém a viscosidade adequada, tanto em baixas temperaturas, facilitando a partida a frio, como em altas temperaturas, garantindo uma perfeita lubrificação. É um óleo que pode ser usado em qualquer lugar do Brasil, o ano todo.

API quer dizer American Petroleum Institute – Instituto Americano de Petróleo. Esse instituto criou uma classificação quanto ao nível de desempenho do lubrificante baseado nos graus de severidade das condições de trabalhos existentes. Para atender a estas diferentes condições, os lubrificantes são formulados com diferentes tipos e/ou quantidades de aditivos.
O código API se subdivide em duas grandes categorias para óleos de motor:

  • Uma começa pela letra S e vale para motores a gasolina e a álcool;
  • Outra começa com a letra C e vale para motores a diesel.

Uma segunda letra, que se junta ao S ou ao C, obedecendo à ordem alfabética, indica o tipo de serviço que o motor é capaz de executar. Por ordem crescente de qualidade, tem-se:

  • Óleos para motores a gasolina e a álcool: SA, SB, SC, SD, SE, SF, SG, SH, SJ e SL. Os óleos SA, SB, SC e SD não são mais comercializados, pois correspondem a lubrificantes de tecnologias ultrapassadas.
  • Óleos para motores a diesel: CA, CB, CC, CD, CE, CF, CF-4 e CG-4. Atualmente os óleos CA e CB também não são mais comercializados por terem tecnologias ultrapassadas.

Um óleo para motor a gasolina ou a álcool que atende ao nível de desempenho API SL supera um óleo API SH, conferindo maior proteção ao motor. Da mesma forma, um óleo para motor diesel com grau API CE supera um API CD.

Como identificar os Óleos?

Cada fabricante indica nos seus manuais de proprietário as especificações SAE e API que os lubrificantes devem atender para uso nos diversos compartimentos dos veículos. Para garantir a utilização do lubrificante correto, o consumidor deve checar no rótulo do produto se as especificações mencionadas correspondem às prescritas para uso pelo fabricante do veículo.

As especificações SAE e API valem para todo lubrificante automotivo, qualquer que seja a empresa petrolífera que o produzir. Dessa maneira, é possível comparar lubrificantes. Mas atenção: nada impede que a empresa coloque no mercado um lubrificante com qualidades superiores às especificações em norma. As normas representam uma segurança para o consumidor, garantindo um mínimo de qualidade em qualquer situação.
Com o tempo de uso, em função do próprio serviço, o óleo vai aos poucos se degradando, perdendo suas propriedades iniciais. Isto se deve o consumo dos aditivos presentes no óleo e a contaminação externa (exemplo: poeira e água) e internas (exemplo: combustível, metais de desgastes e carvão). Portanto, nada mais lógico do que trocar a carga deste óleo por outra nova, de mesma qualidade, obedecendo rigorosamente ao período de troca recomendado pelo fabricante do veículo. Além disso, é importante a substituição do filtro de óleo, seguindo o plano de manutenção indicado no manual do proprietário.

O que acontece se o prazo de troca de Óleo for ultrapassado?


Com o tempo as características de desempenho do óleo se modificam em função do consumo de aditivos/aumento de viscosidade e contaminações (resíduos de carvão e metais de desgaste principalmente). Por isso é necessário seguir os prazos para troca estipulados pelo fabricante do motor, e sua extensão pode proporcionar menor proteção contra o desgaste do motor/queda do desempenho do motor, podendo até causar travamento/quebra do mesmo.

Completar o nível do óleo com outro de especificação diferente é bom?


Completando o nível do óleo, ao invés de troca-lo e colocando óleo de especificação diferente, ocorre um desajuste/oxidação de óleos, seus aditivos perdem o poder. Haverá uma diluição dos aditivos dos dois óleos e no caso da mistura se dar entre dois óleos sintéticos ou um óleo sintético e um mineral é importante verificar se o óleo sintético é feito com base compatível com outros óleos, pois em caso contrário poderá haver problemas na lubrificação.

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